Cinquenta Tons de Cinza

Mesmo se nunca leu, você provavelmente já ouviu falar de '50 Tons de Cinza', o tão aclamado bestseller erótico. Então confira a resenha e saiba mais sobre o livro que trouxe à tona o tema tabu BDSM.

Jogos Vorazes

Você está tão ansioso quanto a gente para a estréia de 'Em Chamas' no cinema? Enquanto isso por que não conferir a resenha de 'Jogos Vorazes'?

Lola e o Garoto da Casa ao Lado

Confira a resenha do segundo livro da autora Stephanie Perkins, autora de 'Anna e o Beijo Francês'.

Cidade dos Ossos

Dê uma olhada na resenha do bestseller do New York Times que recentemente ganhou uma adaptação para o cinema.

12 outubro, 2013

Lançamentos de Outubro

Galera Record

   






Novo Conceito
  



Planeta 

    

Rocco








Jangada 

 

Arqueiro 

 

Intrínseca

  

Verus

 

Valentina

  

Bertrand


Vanessa B. Freitas:
Trabalhando nisso!

09 outubro, 2013

Polícia Paranormal ou Paranormalcy?



Sinopse:

Evie trabalha para a Agência Internacional de Contenção Paranormal: sua melhor amiga é uma sereia, seu ex-namorado é uma fada, ela está se apaixonando por um transmorfo e é a única que pode ver através do glamour paranormal. Mas a chegada de Lend, um metamorfo misterioso, e muito, muito gato, à AICP vai despertar várias dúvidas que Evie não sabia que carregava dentro de si. Seria ela mesma uma paranormal? Seria a AICP tão nobre quanto parece?


Confira o primeiro capítulo de "Polícia Paranormal" aqui.

“Polícia Paranormal” de Kiersten White faz parte de uma trilogia já finalizada nos EUA, e é o novo lançamento da editora Galera Record, e devo dizer... é uma aposta que vale a pena! Eu li o livro antes de ser lançado no Brasil e tanto a história, como os personagens e a capa do livro me cativaram.
Minha única decepção, ou decepções, é a capa com a qual o livro foi lançado aqui e o título do mesmo. Sério, Galera Record? Vocês não podiam ter se esforçado só mais um pouquinho e criado um título melhor? Até mesmo “Paranormalcy” (título original do livro) já estaria bom. E quanto a capa... sem comentários. Até que essa não ficou tão ruim, ela é até mesmo legalzinha. Porém, quando você compara a capa original com a capa brasileira, a nossa perde de lavada. Pra piorar, o título e a capa de "Paranormacy" não possui semelhança alguma com o livro! Não, tudo bem... estou sendo vingativa. O título “Polícia Paranormal” tem uma relação com a série, mas mesmo eu inventaria um nome melhor. Já a capa, ela realmente não tem nada a ver!
“Paranormalcy” é seguido por “Supernaturally” e “Endlessly”, ainda sem previsão de lançamento no Brasil.



Carla Pereira:
"18 anos e possível futura escritora. Tenho uma pequena queda por garotos de olhos puxados e uma queda ENORME por Ian Somerhalder. Recentemente me tornei fã de Star Wars, e tenho sérias dúvidas sobre ser a única a gostar de Jar Jar Binks. Apaixonada pela França e o Japão, tenho certeza que nasci no país errado. Meus planos para o futuro envolvem fazer uma mochilão pela Europa e tentar não ser esquartejada por estranhos enquanto isso... Pois é, já falei que também sou apaixonada por filmes de terror?"

04 outubro, 2013

A Desconstrução de Mara Dyer - Michelle Hodkin



Autor: Michelle Hodkin
Páginas: 375
Editora: Galera Record
Ano: 2013

“Meu nome não é Mara Dyer, mas meu advogado disse que eu precisava escolher alguma coisa.”
É exatamente assim que o livro começa. Com uma carta escrita pela protagonista – não sabemos quando –, onde ela confessa ser uma assassina.

Mara é uma garota normal, filha de uma psicóloga e um advogado, tem dois irmãos, uma melhor amiga que esteve com ela em todos os momentos e um namorado. Entretanto toda essa normalidade é destruída quando Mara acorda em um hospital após três dias em coma e descobre que sua melhor amiga Rachel, seu namorado Jude e Claire, a irmã do rapaz, estão mortos, vítimas do desabamento de um antigo sanatório e que ela é a única sobrevivente.

O que eles estavam fazendo lá? Essa é uma pergunta que apenas Mara pode responder e ela responderia se pudesse lembrar, porém tudo na mente dela relacionado à trágica noite não passa de um espaço em branco.

Mara e sua família se mudam para a Flórida, talvez se afastar de tudo que ela perdeu seja a chave para ela finalmente seguir em frente, mas será que o passado pode ser esquecido com tanta facilidade? A resposta é não. Mara está vendo rostos de pessoas mortas refletidos no espelho, está tendo pesadelos – ou será que são lembranças? – e as mais horripilantes alucinações.
“ – Ela parece tão diferente – falou papai. – Para onde foi nossa garota?
Quando fui ao banheiro aquela noite, acendi a luz e olhei para o espelho para ver se conseguia encontrá-la. O exterior de uma garota que não se chamava Mara me encarou de volta. Imaginei como faria para matá-la.” – página 318
O livro é narrado em primeira pessoa, o que nesse caso foi a melhor escolha que a autora poderia fazer. A protagonista está psicologicamente perturbada, sua mente está tão instável que ela não pode definir o que é real ou não e, consequentemente o leito também não pode. Você está às três horas da manhã morrendo de sono e prometendo a si mesma que este é o ultimo capítulo, enquanto sorrateiramente olha por sobre o ombro para se certificar que está mesmo sozinha, e então seus olhos se arregalam porque o que acabou de acontecer não pode ter acontecido! Em seguida você está quebrando sua promessa e lendo outro capítulo, mas tudo bem, você não ia conseguir dormir mesmo sem saber o que tinha acontecido. 100 páginas depois, você vai até o banheiro, acendendo todas as luzes da casa pelo caminho e tendo a certeza de não olhar o espelho, só por precaução. É isso o que o livro faz com o leitor, te coloca dentro da trama, faz com que você se sinta tão louca quanto à personagem, questionando cada acontecimento. As cenas que você tem certeza que aconteceram, bem, elas não passam da louca imaginação da personagem. E as que parecem ser apenas uma brincadeira da mente insana de Mara, aconteceram. A cada capítulo acontece uma nova reviravolta e aos poucos você vai descobrindo que Mara é mais do que uma adolescente frágil e alienada.
“Eu não era louca. Eu era letal.” - página 316
Depois de terminar a leitura, eu fui procurar algumas resenhas e descobri que as pessoas se incomodaram com alguns clichês da história; clichê esse que têm nome e sobrenome: Noah Shaw. Ah, Noah Shaw, com suas tiradas sarcásticas, e sorriso cínico... Logo de cara Mara já é avisada sobre ele por Jamie, o único amigo que Mara fez na nova escola. Jamiel faz questão de alertá-la que Noah não é flor que se cheire, ele usa as garotas, nada mais, e com ela não será diferente, ele vai usá-la e quando se cansar vai partir para a próxima.
“ – Noah não namora. Vai foder com você, no sentido literal e figurado. Todo mundo sabe, as conquistas dele sabem, mas fingem não se importar até ele seguir para a próxima. E então elas terminam sozinhas e suas reputações vão para o inferno. Soube de uma veterana da Walden tentou se matar depois que ele... Bem, depois que ele se meteu onde queria, trocadilho intencional, e não ligou mais.” – página 102
Mas tem algo sobre ele, algo sombrio e misterioso até mesmo melancólico, que faz com que acreditemos que o seu jeito mulherengo/ garoto-rico-que-tem-tudo-o-que-quer, não passa de uma fachada. Em uma das resenhas que li, ele foi descrito como ‘alguém que já viu de tudo e não se impressiona com mais nada’, e não poderia haver melhor definição para Noah. Um dos detalhes mais importantes sobre o relacionamento dos dois, é que perto do desfecho da história entendemos os motivos do porque Noah está tão interessado na Mara, e é bem mais do que simples curiosidade e atração pela garota nova.
“ – Vai pro inferno – falei baixinho.– Já estou lá – respondeu Noah calmamente. “ – página 165
Outro personagem que me intrigou foi o irmão mais velho de Mara, Daniel com todo o seu jeito de garoto perfeito não me engana, ele sabe mais do que demonstra, afinal porque se empenhar tanto para empurrar Mara para os braços de Noah, quase como se o garoto fosse o bote salva-vidas dela, sendo que na verdade ele não passa da definição de tudo aquilo que você quer manter sua irmãzinha afastada? Tem caroço nesse angu, minha gente.

Eu gosto de títulos estranhos e capas bonitas, por isso não é surpresa nenhuma que eu estava completamente desesperada por este livro, mesmo sem saber nada sobre a história, além do que diz na sinopse. Mas eu também sou o que você pode chamar de ‘leitora mão-de-vaca’, e mesmo sabendo que esse livro estava estupidamente mais barato na internet, fui até a livraria e quase enlouqueci o vendedor dizendo que queria ‘A Desconstrução de Emma Dyer’ (Emma/ Mara, tudo a mesma coisa, né?), paguei 40,00 reais e... enrolei durante dias para lê-lo! O por quê disso? Bem, eu estava tão animada com a história que não conseguia parar e ler o livro. Entretanto eu sentia que ele ia se tornar um dos meus livros favoritos e não estava errada, ‘A Desconstrução de Mara Dyer’ foi um dos melhores livros que li esse ano, talvez o melhor.  

Em nenhum momento da minha vida eu consegui definir um único livro favorito, mas acho que ‘A Desconstrução de Mara Dyer’ é ele. Michelle Hodkin com certeza acertou na receita deste livro. A trama tem tudo o que se pode desejar na medida certa: suspense misturado com um pouco de thriller psicológico, uma pitada de romance, uma colher de sobrenatural, outra de ação, umas gotinhas de drama e mais algumas de comédia, sem falar em um final surpreendente que eu nunca teria imaginado. O que mais eu posso querer? Bem, talvez a continuação. 
Vanessa B. Freitas:
"Linda e loira, arraso corações por onde pas.. Ok, ok, vamos falar sério! Apenas jovem e mal interpretada. Um tanto insana. Neurótica. Equivocada. Presa a um sorriso que surge rápido, mas desaparece rápido também.  Escritora de livros intermináveis. Advogada do Diabo contra mim mesma. Ligeiramente egoísta. Ligeiramente estressada. Um pouco perfeccionista e meio mimada. Costumo dormir umas treze horas por dia, e reclamar que estou com sono no tempo que resta. Sou tudo ao mesmo tempo, porém domino a arte de não fazer nada... Prazer em conhecê-lo."

02 outubro, 2013

Como eu era antes de você – Jojo Moyes





Autor: Jojo Moyes
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Ano: 2013

Louisa Clark tem 26 anos, é excêntrica e acomodada em sua vida simples. Ela trabalha no mesmo café há anos e namora o mesmo cara durante a mesma eternidade, mesmo que já não exista nenhuma paixão entre eles e nunca tenha havido amor. Ela também mora com os pais, o avô que sofreu vários derrames e precisa de ajuda constante, sua irmã mais nova e o filho dela.

Mas então Lou é demitida e obrigada a repensar toda sua vida, coisa que ela nunca fez antes. Ou nunca precisou... Para ela bastava ouvir conversar alheias, ver o início e término de relacionamentos e animar as pessoas que via diariamente no café. Sua família nunca esperou muito dela também, para eles a estrela que seria o grande orgulho da família era Katrina, sua irmã. Até que Katrina arruinou suas chances de ser bem-sucedida quando engravidou, e agora todos, inclusive o filho de Katrina eram praticamente sustentados por Lou, o que significava que ela não poderia de jeito nenhum ficar desempregada. O que a leva à uma agência de empregos, onde é informada que com suas experiências anteriores ela não poderia ter uma carreira muito promissora.

Então, a única opção de Lou é ser cuidadora. Ela esperava ter que limpar traseiros de velhos, mas é surpreendida quando consegue o emprego em uma casa de família rica cuidando de um tetraplégico rabugento de 35 anos.

Will Traynor era um jovem ativo e aventureiro, sempre praticando esportes, escalando montanhas ou esquiando. Essa era sua paixão. Até que ele sofre um acidente e fica tetraplégico e sua vida muda para sempre.

Dois anos depois, Will é dependente de todos a sua volta... para tudo. O antigo CEO bem-sucedido e conquistador bem-humorado não existe mais. Ele não vê mais motivos para sorrir. Sempre atingido por doenças e sob a pressão de olhares envergonhados e preconceituosos, Will mal sai de casa e se tornou uma pessoa amargurada. Ele perdeu o emprego, a namorada, os amigos e sua vida. E já fez planos pra acabar com o resto dela...
“Eu não faço nada, Srta. Clark. Não posso mais fazer nada. Eu fico sentado. Apenas existo”.  – Capítulo 3, página 40.
Enquanto Lou passa a conviver mais e mais com Will, eles iniciam uma espécie de estranha amizade e ela percebe que não pode deixar que o homem que a ensinou a aproveitar a própria vida, termine com a sua. Então, ela se põe em busca de um elaborado plano para dar a Will motivos para viver, porém ela tem apenas seis meses para isso...

“Como eu era antes de você”, se tornou facilmente o meu livro favorito. Com sua escrita simples, o livro consegue nos dar uma lição de vida e mostrar uma história de amor tocante ao mesmo tempo. Fala de arrependimentos, ou da falta deles. Nos faz repensar toda nossa vida e nosso mundo.

O livro também tem um significado por trás de toda a história, mas não posso contar ou vou dar spoilers.

“Como eu era antes de você” não é apenas comovente, triste ou sensível, ele também consegue ser engraçado e irônico. Misturas bem singulares e contraditórias, mas aqui tudo se encaixou perfeitamente.

Ainda que toda a história desse livro não tenha nada a ver com a minha vida, ele realmente me ajudou em um momento que eu precisava.

Mesmo pra quem não gosta de romances ou histórias tristes, super recomendo essa verdadeira obra-prima que me fez chorar litros, rir por coisas tolas, me apaixonar por novos personagem e ver a vida sobre outro ponto de vista.
“Eu contei para ele que o amava. [...] E ele apenas disse que isso não bastava...” – Capítulo 25, página 293.

Carla Pereira:
"18 anos e possível futura escritora. Tenho uma pequena queda por garotos de olhos puxados e uma queda ENORME por Ian Somerhalder. Recentemente meu tornei fã de Star Wars, e tenho sérias dúvidas sobre ser a única a gostar de Jar Jar Binks. Apaixonada pela França e o Japão, tenho certeza que nasci no país errado. Meus planos para o futuro envolvem fazer uma mochilão pela Europa e tentar não ser esquartejada por estranhos enquanto isso... Pois é, já falei que também sou apaixonada por filmes de terror?"